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As 5 Regras Básicas de Uma Boa Alimentação

As 5 Regras Básicas de Uma Boa Alimentação

Artigo escrito pelo Dr. Edomar Cunha

 

1- O que comer e o que não comer:
Em uma pesquisa realizada há anos atrás, constatou-se que no início do século XX havia no mercado mundial de alimentos, cerca de 1800 itens de produtos para se comer e beber. Antes do final do século XX já havia mais de 15000 itens sendo oferecidos aos nossos olhos e paladares diariamente. A cada ano que se passa, essas opções crescem ainda mais e alguns desses produtos são, paradoxalmente, chamados de alimentos mesmo que não devessem entrar na nossa mesa. Os maiores exemplos são os “alimentos” a base de açúcar branco: esse é o grande ladrão de Vitaminas e Minerais de nosso corpo. Cálcio, magnésio, vitaminas do complexo B são as que mais sofrem. Além disso, esse tipo de açúcar predispõe o organismo a uma acidez orgânica em todos os seus tecidos, a uma diminuição da imunidade e o conseqüente aumento das alergias e mucosidades.

*DICA:
Faça uma experiência: pare um mês de ingerir produtos que contenham açúcar branco, como bolos, tortas, refrigerantes, e guloseimas em geral. A sua saúde mudará radicalmente para melhor. Nas crianças, é o grande responsável pela hiperatividade e excitação permanente.

Podemos citar a carne também, mesmo que ela seja considerada por muitos como um alimento essencial. Se compararmos a anatomia e a fisiologia de nosso sistema digestivo com a dos animais, a nossa assemelha-se com a dos animais herbívoros e não com a dos carnívoros. Arcada dentária, tamanho do tubo digestivo e secreções, apontam-nos para uma dieta predominantemente constituída de vegetais, frutas, sementes, raízes e cereais. A carne, alimento de difícil digestão, é cheia de toxinas que envenenam o sangue. Por exemplo, a carne assada sobre brasas -tentadora para muitos – contém Benzopireno, substância altamente cancerígena. Um almoço em uma churrascaria poderá equivaler-se a 600 cigarros fumados. Todos devemos nos informar melhor sobre o que é saudável e o que não é, assim todas as vezes que formos ao supermercado escolheremos os alimentos pensando em como eles nos poderão melhorar nossa saúde. Para alguns é impossível parar de comer carne, mas, pelo menos, tente diminuir a ingestão dela (principalmente a carne vermelha).

2 – Como comer:
Mesmo os melhores alimentos se consumidos de maneira errônea causam desequilíbrios funcionais. Portanto, precisamos aprender a comer da maneira correta se quisermos evitar muitas disfunções. Por exemplo, na hora das refeições precisamos cultivar a calma e a serenidade. Deixar fora das refeições toda preocupação e ansiedade. O momento da refeição não é uma hora de brigas, discussões e nem de atender o celular. Qualquer assunto desagradável pode atrapalhar a digestão e conseqüentemente desequilibrar o sistema nervoso.

*DICA:
Procure comer devagar, mastigando muito bem cada porção de alimento levado à boca. Lembre-se: o estômago tem “boca”, mas não tem dentes. Então mastigue, mastigue, mastigue até não ter mais o que mastigar. Como dizia Mahatma Ghandi: “Deveis mastigar os líquidos e beber os sólidos”. Sua digestão e saúde mudarão para melhor. Dessa maneira, não mais precisará tomar líquidos durante ou logo após as refeições já que faz mal. Água faz bem, porém até meia hora antes e somente duas horas após as refeições.

3 – Quando comer e quando não comer:
Os ensinamentos modernos recomendam comer até seis refeições diárias, mas o bom senso e uma compreensão maior do processo digestivo recomendam três refeições por dia, seguindo aquele velho ditado: comer de manhã como um rei, ao meio dia como um príncipe e a noite como um mendigo. Pela manhã quando seu estômago descansou bem durante a noite, ele estará preparado para receber uma refeição rica em nutrientes e assim se encarregar de elaborar energia para o desempenho das tarefas do dia. Isso não quer dizer que você tenha que comer feijão e arroz pela manhã, mas sim que seja uma refeição com um bom aporte tanto de macro quanto de micronutrientes. A noite, quando o corpo está cansado, não é um momento adequado para sobrecarregar o seu aparelho digestivo com uma alimentação que vai levar mais de quatro horas para ser finalizada. Muitos dirão que não conseguem comer pela manhã, mas a explicação para essa situação está no fato de comerem demais a noite e, em seguida, irem dormir. Lembrando que a posição horizontal não facilita a digestão, deixando-a ainda mais demorada e complicada. Boca amarga, indisposição para acordar cedo e para as tarefas do dia, falta de concentração, dores de cabeça, sono perturbado e muitos outros problemas podem ser a conseqüência deste hábito errado.

*DICA:
Deixe cinco horas entre uma refeição e outra. Seus órgãos digestivos também precisam de repouso.

4 – Quanto Comer

A quantidade de alimentos que uma pessoa deve ingerir é algo muito pessoal, pois varia pela idade, tamanho, atividade, enfim, a suas características pessoais. O irônico é que, ao contrário do que muitos pensam, há mais pessoas no mundo que morrem pelo excesso de alimentos do que pela inanição. Quando se sobrecarrega o organismo com grandes quantidades de alimentos durante a refeição, uma grande quantidade de energia é despendida para a digestão. O resultado será a exaustão das reservas nervosas e, por fim, uma sensação de langor e fraqueza que é mal interpretada, pois mais e mais alimentos são postos para dentro do corpo. Um verdadeiro círculo vicioso que se finaliza com as doenças crônicas da atualidade.

*DICA:
Lembre-se dessa regrinha básica: O que satisfaz não é a quantidade de alimentos, mas o tempo em que cada porção permanece na boca durante a mastigação.

5 – Como Combinar os Alimentos:
Embora a nutrição moderna não trabalhe muito a questão da combinação dos alimentos, ela é a grande responsável pelo sucesso na recuperação da saúde nas clínicas de naturopatias no mundo inteiro. Respeitando as leis da fisiologia e da química, os naturopatas orientam seus pacientes a não misturarem determinados grupos de alimentos que são digeridos em meio ácido com outro que é digerido predominantemente em um meio alcalino. No campo das incompatibilidades estão de um lado os alimentos predominantemente protéicos, como as leguminosas (feijões, lentilhas, soja, ervilhas, etc) que precisam de um meio ácido para serem digeridas – o estômago. Já os carboidratos, cereais e a maioria das frutas necessitam de um meio mais alcalino, como o intestino delgado, para uma melhor digestão. Deve-se respeitar algumas regrinhas básicas, por exemplo, misturar líquidos com sólidos, frutas ácidas com frutas doces, pois se desenvolve um estado de fermentações gastrointestinais com reflexo negativo no fígado, sangue e sistema nervoso, dando origem a muitas enfermidades.

Agora Tente:
Praticar essas cinco regras durante um mês e depois nos escreva contando o que aconteceu com você. Tenho certeza que a sua saúde irá se tornar muito melhor nestes depois de 30 dias. Entre em contato conosco para conhecer ainda mais sobre essas dicas e outras, teremos o maior prazer de orientá-lo.